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NOTA: Carta enviada ao Governo e outras entidades - 17/03/2020 - 17:25

Exmo.(ª)(s) Sr.(ª)(s),

A ASSP – Associação Sindical da Segurança Privada, faz saber o seguinte:

Como é sabido perante a atual lei, a Segurança Privada é uma força complementar e subsidiária das forças de Segurança.

Não obstante este facto acima referenciado, os profissionais de Segurança Privada estão também envolvidos como Agentes de Proteção Civil, enquadrando-se como serviços de Segurança Interna.

Mais:

Salienta-se que, estes profissionais de Segurança Privada, são em 99% dos casos, os primeiros a interagir com a população em geral, estando estes – em conjunto com as forças de segurança e outros profissionais de outras áreas como a Saúde, entre outras – expostos mais do que nunca à pandemia que atualmente o país enfrenta.

É com tristeza que vemos um autêntico desprezo do Governo e dos seus Ministérios, descurar o interesse nos Profissionais de Segurança Privada, deixando estes, sem quaisquer tipos de EPI’s! Excetuam-se os Hospitais, Tribunais e Aeroportos que em tempo oportuno, garantiram a segurança da saúde destes homens/mulheres.

Perguntamos:

  • Que cuidados foram tidos com estes profissionais?
  • Que garantias de saúde foram dadas a estes profissionais no cumprimento dos seus deveres, da Segurança e Proteção de Pessoas e bens?
  • Que garantias de saúde adicionais tem este profissionais, quando não tem nada que os proteja desta pandemia?
  • O que pretende o Governo e os respetivos Ministérios ao não assegurar os EPI’s necessários para as respetivas proteções pessoais destes homens/mulheres da Segurança Privada?
  • Que imposições colocaram às empresas de Segurança Privada, para que estas fossem obrigadas a munir os profissionais de Segurança Privada com os respectivos EPI’s? Sabiam que há empresas que nem as supervisões visitam os postos, alegando que há risco de contágio, ficando o profissional de Segurança Privada ao mero abandono? Em que país estamos? É este o nosso Portugal?
  • Sabiam que há entidades patronais a “obrigar” trabalhadores a colocarem férias “forçadas”, só porque o serviço foi suspenso, motivado pela pandemia? Em que situação ficam estes trabalhadores? Irão ficar sem férias? Não devia o Governo decretar medidas no sentido da proteção dos trabalhadores?

A ASSP agradece a rápida intervenção e a adoção de um conjunto de medidas que protejam estes profissionais, que, enquanto os governantes dormem, este zelam pelas vossas instalações espalhadas pelo país.

Reflitam por favor!

A Direção