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Exmo(a)s. Senhores(as)
O regime do exerício da atividade de seguranca privada estabelece as medidas de seguranca a adotar pelas entidades publicas ou privadas que visem a protecao de pessoas e bens e a prevencao da pratica de crimes, num claro e direto regime de complementaridade face a atividade desenvolvida pelas forcas e serviços de seguranca.

Ora, no contexto atual, as forcas e serviços de seguranca encontram-se empenhadas numa realidade sem paralelo na história recente da democracia portuguesa, na qual a prevencao de comportamentos desviantes que possam fazer perigar a integridade de toda a população, senao mesmo a vida, assume preponderante relevancia. Assim, todo o auxílio que possa ser prestado às autoridades de saúde publlca e de emergência é, nao apenas desejável, como imprescindível para fazermos frente a um flagelo a todos os níveis extraordinário.

Compete, portanto, as forças e serviços de seguranca, apoiadas pela prestimosa colaboração e complementaridade dos profissionais de seguranca privada e das entidades de seguranca privada, que representam dezenas de milhares de profissionais deste mercado, e que se encontram na linha da frente do contacto com a população em todos os setores de atividade, desenvolver todos os esforços no sentido de orientar os acessos aos diferentes locais abrangidos pelas limitações e restrições de acesso e circulação, cumprindo e fazendo cumprir as disposições excecionais decretadas pelas autoridades legítimas, nomeadamente pelo Presidente da Republica e pelo Governo de Portugal.

Berm sabe a Polícia o quão árdua tarefa é esta de zelar pelo cumprimento dos direitos dos cidadãos amplamente limitados por questões excecionais, apelando ao cumprimento de outros tantos deveres cívicos imprescindíveis à sã convivência em sociedade, pelo que enquanto Diretor Nacional da Polícia de Seguranca Pública, entidade reguladora da atividade profissional de seguranca privada em Portugal, cumpre-me enaltecer vivamente todo o esforço e dedicação de todos aqueles segurancas privados e respetivos quadros dirigentes, empresariais e de apoio que tanto tem contribuído e irão continuar a contribuir para o bem estar de todos os cidadãos com os quais interagem diáriamente nestas circunstâncias anormais e particularmente difíceis.

O presente agradecimento público pretende demonstrar a solidariedade da Polícia de Seguranca Pública e dos Polícias para com o setor da seguranca privada, que nos complementa e que esta presente nesta hora de necessidade, deixando claro que continuaremos a desenvolver todos os esforcos para responder a todas as situações de exceção e emergência que venham a ser implementadas, ao longo da pendência do surto da COVID19. Pretende, também e sobretudo,
demonstrar que desejamos continuar a contar com o sólido e permanente apoio dos profissionais de segurança privada e das diferentes entidades de segurança privada, alicerçados no seu dever de colaboração, enquanto atores principais de um cenário de contacto direto, próximo, difícil e de especial importância, de apoio as populações em ordem a garantir o cabal cumprimento dos normativos de exceção já decretados e daqueles que venham a ser impostos em nome da segurança e saúde de todos.

Contamos convosco.

Bern hajam.
Com os melhores cumprimentos,

O Diretor Nacional
Manuel Augusto Magina da Silva
Superintendente-chefe

 

Direção Nacional da PSP
Largo da Penha de Franca, n.Q 1
1170-298 Lisboa