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Screenshot 2020 03 12 Coronavírus COVID 19

    Afinal, tudo não passou de um "erro de interpretação". A Organização Mundial de Saúde nunca disse que o dinheiro podia ser um veículo de transmissão da Covid-19.

Notas

    Afinal, o dinheiro não é um veículo de transmissão da Covid-19. Tudo não passou de um mal-entendido ou de um “erro de interpretação”, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado pelo jornal espanhol ABC. Mas foi o suficiente para semear o medo e levar a China e a Coreia do Sul a desinfetar notas bancárias, por receio de que o vírus pudesse sobreviver na superfície. Muitos bancos, um pouco por todo o mundo, chegaram até a incentivar os clientes a deixarem de usar notas e moedas e as substituíssem por cartões com tecnologia contactless.

    Agora, a OMS aponta o dedo aos media ingleses. Num comunicado divulgado esta terça-feira, Fadela Chaib, porta voz da organização, reconheceu que “nunca” foi dito que o dinheiro era um veículo de transmissão do novo coronavírus. “As nossas palavras foram deturpadas”, disse. Segundo a OMS, foi a resposta à pergunta “pode o dinheiro transmitir a Covid-19?” que deu origem a toda esta desinformação.

    Quando essa questão foi colocada pelos media ingleses alertámos para o facto das pessoas terem de lavar as mãos depois de manusearem o dinheiro por ser uma boa prática de higiene. Não foi uma forma de dizer que o dinheiro transmitia o novo coronavírus”, confirmou Fadela Chaib.

Mas foi isso que aconteceu. O jornal Daily Telegraph avançou a 3 de Março que a OMS não excluía a hipótese do vírus se propagar através de dinheiro vivo, em particular notas bancárias, razão pela qual pedia às pessoas para lavarem as mãos quando as utilizassem. Já a OMS assegura que “esta doença transmite-se através de gotículas libertadas pelo nariz ou boca quando tossimos ou espirramos, que podem atingir diretamente a boca, nariz e olhos de quem estiver próximo”. As gotículas podem “depositar-se nos objetos ou superfícies que rodeiam a pessoa infetada e depois infetar os outros que ali tocarem e levarem as mãos aos olhos, nariz ou boca”.

A OMS também admitiu que estas dúvidas surgem porque há ainda muitas incertezas por parte da comunidade científica em torno do Covid-19 e sobre a sua forma de contágio.